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ÁFRICA, Irmã amiga,
Uma maneira de expressar um carinho especial por este continente, e especialmente por este pequenino país chamado Guiné-bissau, que nos unem não somente pela irmandade na raça, na cultura, no sabor, na língua, mas, também, no contato de tantos missionários brasileiros que se unem na fé e num mesmo objetivo: o anúncio do Reino de Deus através da evangelização da assistência aos desfavorecidos. Talvez, seja este o segredo do encanto, empenho, dedicação e sacrifício de tantos missionários que por aqui passaram e que ainda estão doando sua juventude, suas vidas. Doação esta que se dá mediante um insistente convite de um olhar carinhoso, mais fraterno, mais missionário a esta terra, a este povo amigo, alegre, cheio de esperança.
No entanto nunca estamos preparados para inserir ou atuar se não passarmos pela escola da experiência do convívio, da partilha, do deixar tudo que acha que sabe para mergulhar e beber daquilo que se encontra da realidade, a que é convidada a fazer parte, e sem presunção de mudar nada sem antes aceitar e entender. Entender o que parece tão estranho e complicado. Mas para mim ressoa uma pergunta. Como evangelizar partindo da cultura, tradições, crenças e rituais que é tão presente e forte na vida deste povo? E que não deixa de ser uma busca da eterna felicidade. Assim como nós que vivemos e lutamos para uma vida em Deus. Pois foi assim que nos ensinaram, nossos “grandes” ( nossos pais). Nos ensinaram mostrando com a própria vida em quem devemos confiar e mesmo assim vacilamos, somos tentados a substituir, se não ficarmos atentos e vigilantes. Imaginamos um país onde a cultura, a tradição e os rituais são passados de geração em geração, em que muitos dos jovens são obrigados a aceitarem para não perderem o vínculo de sua tabanca, de sua família. Ao mesmo tempo não é fácil desligar-se de nossa educação primeira, o que foi revelado como verdade desde nossa existência.
São estas experiências que nossos irmãos missionários fazem na evangelização nas tabancas ( Comunidades do interior) onde as tradições são vivenciadas com mais intensidade. Após uma caminhada com as crianças e jovens na Catequese para a iniciação cristã e preparação para os sacramentos em que prometem deixarem as cerimonias, os ritos e suas crenças para uma vida de fé e crença em Deus Pai Criador de todas as coisas. Mas por força da tradição e obediências aos grandes das tabancas muitas destas crianças e jovens retornam as estas práticas, mesmo confessando acreditar e confiar no Deus verdadeiro. Mas nem tudo esta perdido, ou que seja motivo de desânimo, pois cresce a esperança da Igreja de Guine Bissau, pelo número de vocações que surgem, graças ao trabalho de muitos e abençoados missionários/as que dedicam suas vidas ao anúncio do Evangelho. É tão verdade que, neste ano de 2010, o número de Sacerdote guineense aumentou com a Ordenação Sacerdotal de doze jovens entre a Diocese de Bafatá e Bissau. Atualmente contam com um total de 51 (cinquenta e um) Sacerdotes guineenses e 41 (quarenta e uma) Religiosas.
Deus, obrigada! Isto fortalece e faz crescer a esperança de que o cultivo da terra e o semear deve continuar, pacientemente, com empenho e dedicação.
Colaboração: Irmã Sônia Rosa de Moura
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