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Amor ao Trabalho

José, feliz esposo da Virgem Mãe de Deus... foi o nosso canto de entrada acompanhado da sua imagem, colocada na estante.

Antes de se dar um passo, retomamos os trabalhos  anteriores. Falamos do girassol, símbolo da Ressurreição. Jesus modelo da vida nova.  Depois da morte, a vitoriosa Ressurreição.

Vida das nossas Fundadoras que, com a pobreza procuravam viver aquilo que era do momento, reservando o modelo da simplicidade, doação, preocupação pelo outro, esforço, retomando a cada dia os compromissos vistos, à maneira de Jesus no outro. Serviço gratuito, alegria, ora et labora. Procurar sempre evitar o exagero do ativismo que leva ao esgotamento; na simplicidade  pedir à coirmã ajuda.

Logo demos passo ao trabalho presente. A nossa vida pode ser comparada a uma viagem que deve ser programada e preparada. Para iniciar a caminhada cada uma preparou sua mochila. Dentro dela colou os acontecimentos passados, presentes, experiências do momento e toda a sua vida. Neste sentido a aceitação dos momentos faz parte da história pessoal.

Na reflexão pessoal nos baseamos em LC 17, 7-10 que da correção fraterna, o perdão, e o interesse ao serviço de Deus, são virtudes para o discípulo de Jesus. Logo, cada uma compôs um Salmo para apresentar ao grupo. Que resumido, em poucas palavras, ficou o seguinte:

Que a palavra do Senhor seja sempre luz para nossos passos, para podermos louvá-Lo até o fim de nossa vida. Sabemos que Ele é a razão e a salvação da nossa vida. Ele que é fonte de todas as coisas  pedimos  que nos ensine a viver melhor os seus preceitos para poder descobrir o encanto da vida. Ajude-nos a compreender as mudanças do tempo, contemplar as maravilhas do Reino. Que a nossa vida seja uma reflexão da sua imagem aqui na terra.

Ouvimos a história que parecia com a nossa vida do dia a dia. De um homem que fabricava  lápis. Uma vez fabricou cinco lápis, cada um mais bonito do que outro. Antes de mandar ao comércio deu cinco ordens para serem os melhores do mercado:

Aceitar a ser segurado na mão de alguém.

Deixar um símbolo legível por escrito.

Aceitar a ser apagado, quando houver uma falha.

Aceitar a ser arrumado, quando quebrar.

A sua beleza  não está na madeira, mas naquilo que está dentro de si.

Nas nossas mochilas carregamos muitas coisas positivas e negativas, pedras, velas, rosas. Quando a vida se enche de negativismo, precisa esvaziar para criar o espaço de abertura para o novo. Nisto, uma fé amadurecida para viver, melhora a caminhada...

O objetivo é CRISTO. Ele que abre o caminho para todos que estão em busca e que quebra as barreiras do negativismo. Todos somos fracos, ao mesmo tempo escolhidos por Ele. É Ele que nos capacita.

Vimos e partilhamos a importância do equilíbrio da oração e o trabalho. Baseamo-nos em São Bento e São José. Neste aspecto, precisamos do amor, que é fio de ouro, que une os dois pontos. A oração leva à missão e a missão  leva a oração. Todos somos sinais de Deus no Reino e Ele continua comunicando conosco, através da oração,  que é fonte de vida, sobretudo espiritual.

Tudo pode ser possível na caminhada se a pessoa está firme na oração.

No segundo dia, na missa das 10h horas, marcamos presença na procissão. Na introdução houve  o relato dos 160 anos da nossa Congregação. São as bênçãos de Deus Providente, inspirados no trabalho e oração, como já indica logo após o relato do padre na missa do Domingo.

No momento do ofertório, apresentamos as nossas Fundadoras e os Países onde estamos presentes no mundo.

À tarde, cada membro trouxe alguns instrumentos de uso no trabalho cotidiano como: copo, panela, colheres, ferro, tesoura, Bíblia, sapatos, computador, rádio, imagem de Jesus. São as coisas que precisamos, e muito mais outras... para que a missão tenha um futuro.

Orar e trabalhar é um convite para transformar o trabalho no sinal de vivacidade interior. Não devemos ser escravas do trabalho. Ter um respiro, uma parada, repouso e avaliação que contribui para o bem estar da pessoa.

Em tudo, a Irmã Beneditina procura se empenhar, da melhor maneira, na sua missão, para que haja bons frutos.

O grupo recebeu como compromisso, o gesto concreto de viver melhor a Vida Consagrada que, assumimos juntas, com responsabilidade, humildade, transparência e aceitação.

Pelo grupo missionário da Guiné Bissau: Irmã Jane M. Butichi.

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