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Servas do Amor
Diante das Celebrações feitas até aqui em torno dos 160 anos de fundação de nossa família Religiosa, me surpreendi olhando para nossas Fundadoras. Quanta beleza! Fruto de uma fidelidade incondicional. Inúmeras palavras, mas ainda assim parecem vagas todas as considerações feitas diante daquilo que de fato foi vida na vida daquelas que souberam dizer Sim.
Contemplando a vida de Maria e Giustina só vem uma expressão: Quanto amor!!!! Ser obediente ao Pai, abrir mão de prazeres desenfreados, afetos desordenados, para serem todas de Deus num amor evangélico aos irmãos, só por amor ao Cristo! Ser pobre... Que mais pode querer uma alma que só deseja a Deus, seu Único Tesouro? Abrir mão de orgulhos por amor somente. É só por amar que tudo realizaram, realizam e realizarão sempre. Por amor foram a esposa que o Cristo queria, as consagradas que a Igreja esperava e as servas que o povo necessitada.
Foram servas do amor e é o que esperam hoje de nós: Que sejamos servas do amor na confiança, humildade e simplicidade.
Entrega, abandono, consagração... Tudo isso nada é senão por amor ao Cristo que se manifesta no próximo. Pois nada estaria aqui hoje se não fosse por vontade d’Aquele que nos fez nascer e nos quer instrumento de Sua Providência.
Maria e Giustina foram pobres! Ser pobre... Eis a maior de suas virtudes! O pobre obedece, deixa-se moldar, aprende e ama com pureza, sem distinção. O pobre se doa, se lança, arrisca, dá a vida, pois nada tem a perder. O pobre só tem a vida como bem e só tem a Deus como riqueza, por isso é o mais rico dentre os homens. O pobre não se apega, nem se apressa, simplesmente vive. Degusta de cada momento de graça pois nada mais anseia, é ciente de que a graça é o hoje e é no agora que o milagre acontece, por isso é o mais sábio dentre os homens. O pobre não aguarda o melhor momento, pois nele a vida renasce a cada dia, assim, todos os dias são suas melhores oportunidades, por isso é o mais alegre dentre todos. Somente dá, pois nada é riqueza senão a alegria da partilha é o mais humilde entre os seus. Só se doa e mais nada! Sacrifício à conta-gota feito com sorriso. É assim a esposa d’Aquele que desde sempre foi o Amante de sua alma!
Assim foram elas, Maria e Giustina. E assim sejamos nós, nos abandonando em Deus e d’Ele esperando tudo. Mulheres fortes que em suas limitações e potencialidades, próprias da personalidade de cada uma, levam e levarão à frente uma obra que não é nossa mas de Deus e que foi confiada a nós por meio de nossas diletas fundadoras.
Por fim a certeza é somente essa: “O tempo dirá que fomos fiéis”, Tragamos presente porém de que “Tudo é graça. Tudo é Providência!”
Irmã Kelle Pereira de Souza
Comunidade da Providência
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